terça-feira, 8 de maio de 2012

SBF apresenta censo da comunidade de Física no Brasil


Relatório preparado pela SBF, CGEE e Finep tenta promover "ligação direta" entre pesquisa e indústria.
Já faz anos que o governo brasileiro tenta estimular uma indústria nacional de alta tecnologia, permeada pelo conceito de inovação. Agora, uma contribuição importante emanada da própria comunidade científica pode ajudar a fazer essa "ligação direta" entre a pesquisa e a indústria, com um planejamento estratégico efetivo.

Um documento produzido pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) pode começar a desfazer o véu de mistério que existe no estímulo a uma conexão efetiva entre o setor produtivo e a academia.

O relatório "A Física e o desenvolvimento nacional" é fruto de um longo trabalho, que envolveu a produção de um livro sobre as perspectivas dos diversos ramos da Física no Brasil nos próximos cinco anos e a realização de dois grandes workshops, ocorridos entre o fim do ano passado e fevereiro deste ano com a participação de pesquisadores, representantes do governo e grandes player corporativos. Sua meta básica é diagnosticar os desafios e apontar soluções para introduzir melhor os físicos (e o potencial inovador que vem com eles) na indústria brasileira.

"É um passo fundamental, ainda que inicial, para que consigamos alavancar essa relação tão importante para o futuro do País", diz Celso de Melo, presidente da SBF. "Esperamos que a este relatório sigam-se outros, de forma que tenhamos subsídios para um planejamento estratégico efetivo e sempre atual para a Física brasileira, em favor do desenvolvimento."

Censo - Uma das grandes virtudes do novo trabalho foi basear suas conclusões num censo detalhado, que retrata a atual organização da comunidade de física no Brasil. Estima-se que hoje no País o número total de físicos seja da ordem de 10 mil, com 20% dele composto por estudantes de graduação.

O censo revelou como ainda há espaço para expansão da presença de cientistas dentro das grandes empresas. Dos 2.651 mestres e doutores com emprego formal no Brasil (dados de 2009), apenas cerca de 270 exerciam atividades na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em empresas ou entidades sem fins lucrativos.

"Estes físicos, em sua maioria, atuavam em setores prioritários da política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior. As principais ocupações se relacionavam com atividades econômicas associadas à indústria extrativa e à de transformação, atividades profissionais científicas e técnicas e à defesa, sendo que o número de físicos nas três primeiras áreas correspondia a cerca de 10% do de engenheiros", diz o relatório.

O mapeamento da comunidade mostrou que há um equilíbrio entre físicos teóricos e experimentais - 35% do total nos dois casos -, com outros 26% dedicados ao ensino. Os 4% remanescentes se encontram em atividades de gestão.

Responsabilidades - Durante muito tempo, a comunidade científica simplesmente ignorou sua baixa presença na indústria, argumentando simplesmente que não havia interesse por parte do setor produtivo. "Era como se os físicos fossem os heróis e salvadores da pátria e a indústria que teria ficado devendo o dever de casa", afirma Eduardo do Couto e Silva, físico do CGEE e coordenador do relatório.

"Não é bem assim. É uma questão de necessidade do País o fomento da ciência e tecnologia aliado ao aumento de competitividade das empresas. Todos que podem contribuir diretamente, como é o caso da física, deveriam fazê-lo pelo interesse de ter um País melhor. Não é simplesmente olhar para a indústria, mas importante também é a física perceber que pode ter um impacto na vida dos brasileiros."

Para permitir esses avanços, o documento sugere caminhos a serem trilhados, por meio de recomendações claras e de implementação rápida.

São elas: estimular a criação de centros de excelência em parceria com as empresas, criar um observatório de Física para a inovação, fazer uma autoavaliação da Física brasileira a cada cinco ou dez anos para subsidiar um planejamento estratégico, identificar com precisão o número de físicos nas empresas e sua titulação e o dos pesquisadores em instituições de ensino que realizam parcerias com as empresas, estimular a participação da Física brasileira em programas internacionais de pesquisa e atividades multidisciplinares, criar programas de estágio nas empresas para estudantes de Física e disseminar o potencial de empregabilidade dos físicos nos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICT) e nas empresas.

Para ler a íntegra do trabalho, em versão PDF, baixe em:
http://www.sbfisica.org.br/v1/arquivos_diversos/publicacoes/Relatorio_SBF.pdf
(Ascom da SBF)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Conheça a mais alta tecnologia do mundo: o LHC

Moçada,
Para quem está se preparando para ser professor de Física, é quase uma obrigação conhecer o Grande Colisor de hadrons do CERN.
Um vídeo disponibilizado pelo próprio laboratório suíço nos possibilita entender um pouquinho desse gigante de tecnologia.
Assista

CLAF informa:


Surpresas do Mundo Quântico
 A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) dá início às atividades de 2012 do Ciclo de Palestras Ciência às 6 e Meia nesta quarta-feira, dia 7 de março, com o tema "Surpresas do Mundo Quântico".Luiz Davidovich, professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF/UFRJ) é quem apresenta a palestra sobre a história e as aplicações da física quântica.
As palestras são gratuitas e ocorrem sempre na primeira quarta-feira do mês, às 18h30. As apresentações também são transmitidas em tempo real pelo site http://itv.cbpf.br/ciencia_seis_e_meia.

domingo, 1 de abril de 2012


Conheça o gerador de energia eólica que flutuará a 1 km de altura

Os parques eólicos terrestres podem se tornar coisa do passado quando os geradores flutuantes entrarem em funcionamento.
  A empresa  Altaeros Energies especializada em energia eólica, situada nos EUA, anunciou que desenvolveu com sucesso um gerador de energia, ainda em formato de protótipo, com uma potente turbina que funcionará flutuando no ar. A pesquisa contou também com a participação do Massachusetts Institute of Technology.
  A versão final irá flutuar a mais de 1.000 metros, local onde os ventos são muito mais fortes e com mais consistência, de acordo com a empresa. Os responsáveis pela pesquisa mostraram no teste realizado que a altitude elevada proporcionou o dobro da produção de energia eólica tradicional.
A empresa relata que sua invenção reduzirá os custos de uma usina eólica terrestre em 65%, visto que o tempo de instalação cairia de vários meses para apenas algumas semanas, gerando mais eletricidade em menor tempo.

Estamos entusiasmados para demonstrar que os modernos materiais infláveis podem levantar turbinas eólicas em locais de ventos mais fortes em quase todas as partes do mundo. Com uma plataforma que reduz os custos a preços competitivos e de fácil configuração”, salientou Glass.Durante décadas, as turbinas eólicas têm exigido guindastes e torres enormes para levantar algumas peças extremamente pesadas”, explicou Bem Glass, o inventor da nova versão e chefe-executivo da empresa.
A AWT usa um escudo cheio de hélio para inflar e subir, com amarras fortes que seguram toda a estrutura, enviando eletricidade para um coletor no chão.

Nossa Página Pibid

Caros colegas bolsistas, supervisores e coordenadores,
Estamos lançando mais uma página PIBID com o intuito de compartilhar nossas experiências.
Esperamos contar com a colaboração de todos no envio de artigos, em sugestões e na troca de informações sobre nossa atuação no programa e em sala de aula.